Terça Feira,20 de Agosto de 2019 São 08h02

ECONOMIA CIDADES GERAL POLÍCIA POLÍTICA ESPORTE ENTRETENIMENTO DESTAQUE SOCIAL EDITORIAL PUBLICAÇÕES

PÁGINA INICIAL

FALE CONOSCO

Carretas com soja de Mato Grosso ficam paradas em atoleiros na BR-163, no PA

26/02/2014 - 09:58:00

Centenas de carretas bitrens transportando soja colhida na região Norte de Mato Grosso com destino ao Porto de Itaituba, no Pará, permaneceram paradas na estrada, entre a cidade de Novo Progresso e o Distrito de Trairão, devido a grandes atoleiros que se formaram na via – ainda não pavimentada pelo governo federal.

Segundo fontes de Olhar Direto naquela região,  aproximadamente 300 veículos de carga não conseguiram passar na última semana e só conseguiram seguir viagem depois de três dias, quando a chuva deu uma trégua e uma patrulha mecânica fez um paliativo nos barreiros.

Sérgio Peres, gerente de uma transportadora de grãos no Nortão de Mato Grosso, reclamou, aoAgroolhar, nesta terça-feira, que os motoristas das carretas tiveram que pagar até R$ 300 para que tratores removessem os bitrens do lamaçal que se formou na rodovia. 

“É um roubo, mas fazer o que, tem que se sujeitar a esse tipo de prejuízo, já que o governo federal não dá conta de terminar o asfalto”, desabafou.

Os grandes atoleiros se formaram devido à intensificação das chuvas nos últimos dias na região amazônica. Fontes informam que, nas últimas semanas, as precipitações ocorreram acima da normalidade. Com o vai e vem das carretas, o terreno não suporta e peso e afunda. 

Os produtores rurais e as tradings que exportam grãos mato-grossenses começaram a mandar seus produtos para a China por meio dos portos da região Norte do país (Santarém e Belém-PA, e Santana-AP), usando barcaças partindo de Itaituba e Miritituba para o transbordo das cargas das carretas para os navios.

Contudo, como cerca de 350 quilômetros da BR-163, no Pará, ainda não estão pavimentados, o escoamento pode sofrer atrasos e prejuízos devido a atoleiros que se formam. Para 2014/15, a projeção mato-grossense é desviar 17 milhões de toneladas de grãos dos portos do Sul e Sudeste para os da região Norte do país. Essa manobra diminui os custos de frete rodoviário (já que encurta cerca de 1 mil km de estrada) e marítimo (pois o Norte do Brasil está mais perto da China que o Sudeste).

Fonte:Olhar Direto