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Contratos com empresas de home care são rompidos por falta de pagamento

06/02/2019 - 17:02:43

ecretaria Estadual de Saúde disse que está fazendo uma licitação para contratar empresas para assumir o serviço

O governo do estado rompeu dois contratos com empresas prestadoras de serviços de home care e os pacientes ficaram sem atendimento. Uma criança de 1 ano que tinha pneumonia esperou pelo serviço durante 6 meses, mas não conseguiu. Há dois meses, ela morreu no Pronto Socorro de Cuiabá com infecção hospitalar.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que está fazendo uma licitação para contratar empresas para assumir o serviço que foi encerrado pela Qualycare e Help Vida.

Enquanto isso, o governo está fazendo contratações emergenciais para atender aos pacientes que não podem esperar, mas a alta demanda pode atrasar o início dos atendimentos.

Atualmente, Mato Grosso tem 84 pacientes que recebem atendimento médico em casa, segundo a SES. A empresa que atendia a maioria deles, a Qualycare, fechou as portas, alegando falta de pagamento.

A empresa informou que tem R$ 8 milhões para receber do governo.

A ex-mulher de um paciente atendido pelo serviço de home care e que está na cama há 11 anos, desde que sofreu um acidente de carro no fim de 2007, disse que ele está sem atendimento há duas semanas. O paciente teve fraturas na coluna e lesões na medula e, desde então, depende de atendimento de enfermagem 24 horas. O atendimento domiciliar tinha sido obtido por meio da Justiça há três anos.

Rosi Almeida é quem está cuidando dele. Ela disse que os remédios e o material para os curativos já estão acabando. Além disso, a aposentadoria de um salário-mínimo que ele recebe não dá para comprar as sondas que ele precisa usar todos os dias.

“Ele tem que tomar remédios controlados e estar sempre acompanhado, pois ele tem convulsões. É necessário que uma enfermeira esteja sempre ao lado dele, mas isso foi suspenso”, disse.

O presidente da Associação das Famílias de Homecare, Clebson Santos, ressaltou que os pacientes que dependem do serviço não podem voltar aos hospitais, pois correm risco de pegar uma infecção hospitalar.

“Com esses pacientes voltando ao hospital eles correm risco eminente de morte, pois a imunidade deles é baixa. Eles não têm condições de ficar no hospital”, afirmou.

Na semana passada, uma vistoria do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) encontrou problemas em 17 unidades hospitalares do estado. Entre eles, medicamentos vencidos e material esterilizado guardado perto do lixo contaminado.

“As bactérias dos ambientes hospitalares são mais agressivas do que as que estão presentes em casa”, disse a médica infectologista Daniene de Assis.

Fonte:g1