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Defesa cita Covid e pede liberdade a conselheiro preso pela PF

06/07/2020 - 19:55:16

A defesa do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), Waldir Teis, ingressou com pedido de relaxamento de prisão no Superior Tribunal Justiça (STJ).

Teis foi preso na quarta-feira (1) ao se apresentar à Polícia Federal após tomar ciência do mandado de prisão preventiva, que foi proferido pelo ministro Raul Araújo, do STJ. 

Ele tentou embaraçar a investigação da Polícia Federal ao jogar cheques assinados em branco e canhotos no lixo do prédio enquanto eram cumpridos, em seu escritório, mandados de busca e apreensão no âmbito da 16ª fase da Operação Ararath.

A tentativa foi flagrada pelas câmeras de segurança do Centro Empresarial Maruanã, onde ele aluga uma sala.

Arquivo/Secom-MT

Diógenes Curado

O advogado Diogenes Curado : "O erro do conselheiro foi tentar evitar, da pior forma possível, que seus filhos entrassem em um problema que não era deles. Quem é pai, que cuida, entende isso"

Conforme o advogado Diogenes Curado, que faz a defesa do conselheiro, o pedido de relaxamento explica que os cheques jogados no lixo não seriam provas de crimes e que a atitude foi apenas um rompante que o conselheiro teve como forma de proteger familiares. 

“Os documentos que estavam sendo descartados, já demonstramos, que não se tratavam de provas de crime, eram de empresas legalmente constituídas. O erro do conselheiro foi tentar evitar, da pior forma possível, que seus filhos entrassem em um problema que não era deles. Quem é pai, que cuida, entende isso”, disse Diogenes Curado ao MidiaNews.

No pedido ainda é citada a fragilidade da saúde do conselheiro afastado, que é hipertenso.

“Ele é idoso, hipertenso, toma remédios para isso, e com esse problema da Covid-19, está no grupo de risco”, defendeu Curado. Teis tem 66 anos.

Prisão do conselheiro

O ministro Raul Araújo, ao expedir o mandato de prisão preventiva, apontou indícios de materialidade e autoria dos crimes investigados.

Ele argumentou a “garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e também pelo perigo gerado pelo investigado contra a elucidação dos fatos”. 

Segundo o relatório da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), que embasou a prisão, os cheques são de empresas ligadas à organização à qual o conselheiro é suspeito de integrar.

Segundo o MPF, os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil.

O conselheiro, ao tomar ciência do mandado de prisão, compareceu à sede da PF e  foi preso pelos agentes federais.

Por se tratar de um conselheiro, Teis foi encaminhado para o Centro de Custódia da Capital (CCC).

Fonte:Cíntia Borges-Mídia News