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Dinheiro de fraude no Intermat teria voltado para bolso de investigados

06/02/2016 - 10:50:53

Parte dos R$ 7 milhões pagos pelo Estado de Mato Grosso a Filinto Correa da Costa no final de 2014, por uma área de 727 hectares nas nascentes do Rio Cuiabá, teria voltado para os bolsos de alguns personagens investigados pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A informação é do coordenador do Gaeco, o promotor Marco Aurelio de Castro.
 
Embora não tenha dado detalhes de como se deu a devolução desse dinheiro, se era para pagamento de propina ou outro motivo, o promotor informou que as provas apontam que houve o desvio de recursos públicos. De acordo com o Gaeco, a área foi adquirida duas vezes, pois já pertencia ao Estado quando foi comprada novamente em 2014.

“Os interrogatórios confirmaram que a área já havia sido adquirida e o dinheiro possivelmente voltou para determinados personagens, que nós vamos poder falar em um segundo momento. Pode ter sido propina, pode ter sido pagamentos. Mas o que vemos é que a área foi adquirida duas vezes e o dinheiro foi usado num sistema de corrupção”, afirmou Marco Aurelio.

O promotor informou que devem ser deflagradas novas fases da operação, mas não informou se há indícios de fraudes envolvendo outras terras. “Não podemos antecipar, mas pretendemos adentrar no assunto Intermat se nós tivermos elementos para buscar novos fatos em relação à corrupção”, disse.

A Operação Seven resultou na prisão do ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, do ex-secretário de Administração, coronel José de Jesus Nunes Cordeiro, e em novas prisões do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do ex-secretário de Estado Pedro Nadaf.

Segundo o Gaeco, Silval e seus ex-secretários “saquearam” o Estado em tempo recorde, causando um prejuízo de R$ 7 milhões em poucos meses. O documento aponta que tudo foi feito de forma célere e “no apagar das luzes” do mandato do ex-chefe do Executivo. 

Fonte:olhar direto- - Laíse Lucatelli